As manifestações tinham uma lista de
reivindicações diversas, como melhoras nos péssimos serviços de transporte,
saúde e educação de um país que destina fortunas para a construção de estádios
e ainda sofre com a corrupção e a violência.
Depois e alcançar o clímax na Copa das
Confederações em junho, os protestos perderam intensidade devido ao fim do
torneio e as promessas da presidente Dilma de investir em mobilidade urbana,
melhorar a cobertura médica e impulsionar uma reforma política, entre outras
medidas.
A presidente conseguiu recuperar boa parte de sua
popularidade que havia sido perdida em junho. Segundo pesquisas, ela tem mais
apoio que qualquer um de seus rivais na corrida eleitoral de 2014.
Mas muito brasileiros (me incluo nestes muitos) continuam
irritados com os gastos do Mundial, que apenas em estádios já superam US$ 3,4
bilhões segundo dados oficiais – quantia muito mais alta que a previsão
inicial.
Muitos políticos, inclusive a presidente, estão à
flor da pele sobre a questão das manifestações que possivelmente ocorrerá
durante a copa mundial, pois eles sabem que isso não prejudicará apenas a visão
do mundo sobre o país, mas também, assim como em junho do ano passado quando
ocorreram às manifestações a popularidade da presidente caiu bastante
possivelmente poderá ocorrer também durante a copa que é muito próximo das
eleições presidencial.
Não é possível um país com tantos problemas
sociais abarcar uma copa mundial e querer apagar os inúmeros problemas que
ocorrem diariamente para se mostrar bem na foto. O nosso país é rico, mas as
riquezas devem ser para o nosso próprio investimento, em saúde, educação e
segurança. O Brasil quer lembrar aos políticos que vão está de camarote durante
a copa que existe um país que não está olhos vendados, pelo contrário, está de
olhos abertos, não para a copa, mas para os problemas sociais do Brasil.
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/12/131208_seguranca_copa_gl.shtml