Cachoeira ficou conhecido em 2004 após
divulgação de vídeo que o flagrou oferecendo propina a Waldomiro Diniz,
ex-assessor de José Dirceu. O caso foi o primeiro escândalo de corrupção
do governo Lula.
No relatório da operação, a Polícia
Federal indiciou 82 pessoas, entre elas Cachoeira, sob diversas
acusações, como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro,
falsidade ideológica, evasão de divisas, peculato, contrabando, formação
de quadrilha e violação de sigilo profissional, além da contravenção
penal de exploração de jogo de azar.
As investigações apontaram que Cachoeira
tinha contatos com os principais políticos de Goiás, entre os quais o
governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Demóstenes Torres (DEM);
claro que também tinha ligações com deputados como Jovair Arantes (PTB),
Rubens Otoni (PT), dentre outros.
Demóstenes disse que “não há motivos”
para se defender porque tinha relação de amizade, sem vínculo com as
atividades de Cachoeira. Perillo negou envolvimento: “Temos um governo
absolutamente correto, sério. Não há neste governo indício de
solicitação de propina, de pedágios ou de desvio”.
O envolvimento com políticos não é
tratado no relatório atual, pois essas informações têm que ser enviadas
aos tribunais competentes para atuar no caso, como o Superior Tribunal
de Justiça e o Supremo Tribunal Federal.
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