Escolas públicas do ensino médio fazendo rodízio entre os alunos, porque não há professores para todas as disciplinas. Simplesmente, ninguém quer dar aulas e nem pode querer, se estiver em seu juízo perfeito. No Brasil, descontada a piada, a educação é um sacerdócio porque fazemos voto de pobreza. Além disso, avaliadores do ENEM são capazes de atribuir nota 560 a uma receita de miojo colocada em uma redação. O que isso quer dizer? Quer dizer que a educação é um faz de conta; no Brasil seremos o que já somos, andando aos trancos e barrancos, enquanto a educação for tratada com cinismo e burrice. Burrice porque nem o governo, nem as elites dominantes conseguem ver a lógica ululante: sem educação não há qualificação técnica e científica e isso, no século XXI, é sinônimo de exclusão do mundo que realmente importa.
O antropólogo e senador Darcy Ribeiro dizia que aqui os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem. Só faltou matá-lo por isso, como se tivesse ofendido a santidade de nossas avós.
Mas não é a mais pura verdade? Quais são os resultados positivos que temos para apresentar? Claro, há os totalmente analfabetos que já foram promovidos à honrosa posição de analfabetos funcionais e muitos serão advogados, médicos, engenheiros – e outros tantos serão formados nas universidades públicas. Alunos que jogam baralho no horário de aula, na UNIR e em outras federais, indicam o que? Que Darcy Ribeiro estava errado? Nosso futuro depende do sucesso desses profissionais que fizemos de conta para ensinar e educar.
fonte: portal VB
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